O Presidente da República, Rodrigues Alves, nomeia o novo diretor da saúde pública, o médico Oswaldo Cruz. Oswaldo Cruz era, até então, desconhecido na sociedade carioca, e ele toma posse com uma difícil missão: acabar com as doenças epidêmicas que devastavam a cidade.
O Dr. Oswaldo Cruz nasceu em São Luis do Paraitinga, no interior de São Paulo, em 5 de agosto de 1872. Aos quinze anos ingressou na faculdade de medicina e se interessou pela microbiologia.
Oswaldo conheceu Emilia da Fonseca (Miloca) na adolescência e foi quando começaram a namorar. O pai de Miloca, o ecomendador Manuel da Fonseca, não via com bons olhos o namoro, mas quando Oswaldo se formou em medicina e a pediu em casamento, ele já havia sido conquistado. Inclusive lhe deu de presente um laboratório caseiro de análises químicas que era o recanto predileto de sua casa.
No começo de 1897, com a ajuda do sogro, Oswaldo e família partiram para Paris, onde ele foi trabalhar no Instituto Pasteur, reduto da microbiologia. Esse foi o local onde o Dr. Oswaldo conheceu as teorias do fundador do instituto, o cientista Louis Pasteur. Pasteur provou que os microorganismos são a causa direta das doenças e podem ser diagnosticados e combatidos. Essa nova linha de pensamento influenciou definitivamente e norteou as decisões profissionais do Dr. Cruz.
No início de 1899, Oswaldo Cruz e família retornam ao Brasil. Ele cria o primeiro laboratório de análises clínicas do país. Em outubro, Oswaldo cruz e outros dois cientistas – Vital Brazil e Adolpho Lutz – são chamados a investigar casos suspeitos de Peste Bubônica no porto de Santos. Oswaldo e seus dois colegas confirmaram o diagnóstico: peste bubônica.
O dilema seguinte era se o Brasil deveria comprar no exterior ou produzir aqui o soro antipestoso. A argumentação dos cientista se mostrou poderosa e o governo brasileiro decidiu pela produção nacional. Então, foram criados dois institutos soroterápicos, um em São Paulo, dirigido por Vital Brazil, e outro no Rio, com direção geral do Barão de Pedro Afonso, que aconselhado por especialistas franceses, designou o Dr. Oswaldo Cruz para o cargo de diretor técnico do Instituto Soroterápico do Rio de Janeiro.
O conflito se estabelece entre o Barão e o Doutor, e com a constância de brigas e discussões a relação dos dois se esgotou, ao passo que ambos pediram demissão. Poucos dias depois, os jornais anunciavam o novo diretor geral do Instituto Soroterápico de Manguinhos: o Doutor Oswaldo Cruz.
Todos os anos a febre amarela infestava a cidade de medo e morte com a chegada da estação mais quente do ano. No entanto, foi confirmada numa campanha de saúde me Havana que a doença é de fato causada por um mosquito. Esperava-se do governo atitudes para combater a doença já estavam conscientizados do que foi feito em Havana em relação a doença. Foi chamado o Doutor Cruz para assumir a Diretoria Geral de Saúde Pública.
O planejamento de Oswaldo era primeiro para extinguir a febre amarela caçando os mosquitos e isolando os doentes a partir da formação de uma brigada sanitária. Consequentemente, ele foi atacado violentamente pela imprensa. E mesmo sabendo que não havia compreensão com as suas medidas sanitárias, ele pede demissão como forma de pressionar o governo a liberar mais recursos para a campanha sanitária. O segundo passo dado foi contra a peste bubônica e as medidas usadas eram a vacinação da população e a caça aos ratos.
Em 1904, a febre amarela e a peste bubônica foram controladas. Logo após a esse sublime resultado, Oswaldo decide combater a varíola e foi a partir da medida de vacinação obrigatória que se iniciou a revolta da população contra o estado.
Por Ana Carolina.
Por Ana Carolina.
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