quinta-feira, 5 de maio de 2011

Seção: Colunas

Como é de conhecimento geral, recentemente o governo do Rio de Janeiro tem adotado uma política de higienização e desenvolvimento para a cidade. Através de campanhas de vacinação, erradicação de animais transmissores de moléstias (como ratos) e demolição de locais propensos à proliferação de doenças (como os cortiços), esta foi uma tentativa de transformar a cidade em um lugar melhor para se viver. No entanto, à essas medidas seguiu-se uma intensa rebelião, na qual a população se opôs fortemente aos bons esforços do nosso governo.
Durante a história de nosso país e mesmo do mundo, tantas vezes já presenciamos inúmeras revoltas populares que reinvidicavam direitos, respeito e preocupação por parte do governo. E agora, quando este resolve agir em prol da sociedade, tem como resposta um movimento violento e desorganizado, caracterizado por histeria e atos de vandalismo como tiros, gritaria, engarrafamento de trânsito, comércio fechado, transporte público assaltado e queimado, destruição de fachadas dos edifícios públicos e privados, entre outros similares realizados por habitantes do Rio de Janeiro.
Não há sentido em reagir desta forma. A campanha de vacinação (e não apenas ela, mas todo o processo de reorganização da cidade) é uma idéia que visa apenas a saúde e o bem estar dos brasileiros, e ainda que a população se sentisse ofendida de alguma forma por ela, nada justifica atos de revolta tão extremos, que caracterizam o extremo oposto da intenção original do governo. Ou seja, enquanto a tentativa era de organizar e melhorar, o próprio povo se encarregou de bagunçar tudo ainda mais. 
Não apenas como colunista, mas também como brasileira interessada no progresso e no desenvolvimento de nosso país, me oponho firmemente à Revolta da Vacina e através disso reafirmo a postura de nossa publicação.


Por Gabriela Maia

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A vida de Oswaldo Cruz

O Presidente da República, Rodrigues Alves, nomeia o novo diretor da saúde pública, o médico Oswaldo Cruz. Oswaldo Cruz era, até então, desconhecido na sociedade carioca, e ele toma posse com uma difícil missão: acabar com as doenças epidêmicas que devastavam a cidade.
    O Dr. Oswaldo Cruz nasceu em São Luis do Paraitinga, no interior de São Paulo, em 5 de agosto de 1872. Aos quinze anos ingressou na faculdade de medicina e se interessou pela microbiologia.
    Oswaldo conheceu Emilia da Fonseca (Miloca) na adolescência e foi quando começaram a namorar. O pai de Miloca, o ecomendador Manuel da Fonseca, não via com bons olhos o namoro, mas quando Oswaldo se formou em medicina e a pediu em casamento, ele já havia sido conquistado. Inclusive lhe deu de presente um laboratório caseiro de análises químicas que era o recanto predileto de sua casa.
    No começo de 1897, com a ajuda do sogro, Oswaldo e família partiram para Paris, onde ele foi trabalhar no Instituto Pasteur, reduto da microbiologia. Esse foi o local onde o Dr. Oswaldo conheceu as teorias do fundador do instituto, o cientista Louis Pasteur.  Pasteur provou que os microorganismos são a causa direta das doenças e podem ser diagnosticados e combatidos. Essa nova linha de pensamento influenciou definitivamente e norteou as decisões profissionais do Dr. Cruz.
    No início de 1899, Oswaldo Cruz e família retornam ao Brasil. Ele cria o primeiro laboratório de análises clínicas do país. Em outubro, Oswaldo cruz e outros dois cientistas – Vital Brazil e Adolpho Lutz – são chamados a investigar casos suspeitos de Peste Bubônica no porto de Santos. Oswaldo e seus dois colegas confirmaram o diagnóstico: peste bubônica.
    O dilema seguinte era se o Brasil deveria comprar no exterior ou produzir aqui o soro antipestoso. A argumentação dos cientista se mostrou poderosa e o governo brasileiro decidiu pela produção nacional. Então, foram criados dois institutos soroterápicos, um em São Paulo, dirigido por Vital Brazil, e outro no Rio, com direção geral do Barão de Pedro Afonso, que aconselhado por especialistas franceses, designou o Dr. Oswaldo Cruz para o cargo de diretor técnico do Instituto Soroterápico do Rio de Janeiro.
    O conflito se estabelece entre o Barão e o Doutor, e com a constância de brigas e discussões a relação dos dois se esgotou, ao passo que ambos pediram demissão. Poucos dias depois, os jornais anunciavam o novo diretor geral do Instituto Soroterápico de Manguinhos: o Doutor Oswaldo Cruz.
    Todos os anos a febre amarela infestava a cidade de medo e morte com a chegada da estação mais quente do ano. No entanto, foi confirmada numa campanha de saúde me Havana que a doença é de fato causada por um mosquito. Esperava-se do governo atitudes para combater a doença já estavam conscientizados do que foi feito em Havana em relação a doença.  Foi chamado o Doutor Cruz para assumir a Diretoria Geral de Saúde Pública.
    O planejamento de Oswaldo era primeiro para  extinguir a febre amarela caçando os mosquitos e isolando os doentes a partir da formação de uma brigada sanitária. Consequentemente, ele foi atacado violentamente pela imprensa. E mesmo sabendo que não havia compreensão com as suas medidas sanitárias, ele pede demissão como forma de pressionar o governo a liberar mais recursos  para a campanha sanitária.  O segundo passo dado foi contra a peste bubônica e as medidas usadas eram a vacinação da população e a caça aos ratos.
Em 1904, a febre amarela e a peste bubônica foram controladas. Logo após a esse sublime resultado, Oswaldo decide combater a varíola e foi a partir da medida de vacinação obrigatória que se iniciou a revolta da população contra o estado.


Por Ana Carolina.

domingo, 1 de maio de 2011

A não tão maravilhosa cidade do Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro é uma cidade cujas características são extremamente precárias. Nela se encontra um péssimo saneamento básico, rua estreitas, sujas e mal planejadas, dessa forma a cidade se torna foco para doenças como a febre amarela, varíola e entre muitas outras.  Com o intuito de melhorar a capital do país, urbanizá-la e evitar problemas de saúde o presidente da República Rodrigues Alves juntamente com o Congresso aprova a lei da Vacina Obrigatória.

Entretanto, esta medida não foi bem aceita pela população. Hoje, 11 de novembro, ocorreu uma grande reviravolta.
Tiros, gritaria, engarrafamento de trânsito, comércio fechado, transporte público assaltado e queimado, lampiões quebrados à pedradas, destruição de fachadas dos edifícios públicos e privados, árvores derrubadas: o povo do Rio de Janeiro se revolta contra o projeto de vacinação obrigatório proposto pelo sanitarista Oswaldo Cruz.
Com isso a cidade do Rio de Janeiro ficou totalmente destruída e sua população seguiu revoltada, dando base para os protestos se alastrarem pelo resto da nação.


População vira um bonde no Rio de Janeiro



Por Isabela Brasil e Anna Francisca Salles.

O "Bota-Abaixo".



Nove meses após a posse de Oswaldo Cruz, a reforma urbana derrubou cerca de 600 edifícios e casas, para abrir a avenida Central. Esta ação ficou conhecida, então, como “bota-abaixo”, obrigando parte da população mais pobre a se mudar para os morros e a periferia.
A campanha do médico contra a peste bubônica correu bem. Mas o método de combate à febre amarela, que invadiu os lares, interditou, despejou e internou à força, não foi bem sucedida. Batizadas de Código de Torturas, as medidas desagradaram também alguns positivistas, que reclamavam da quebra dos direitos individuais. Eles sequer acreditavam que as doenças fossem provocadas por micróbios!

Oswaldo Cruz recrutou mais de 1.500 pessoas para o combate ao mosquito vetor da febre-amarela. As chamadas “Brigadas Mata Mosquito” eram formadas por funcionários do Serviço Sanitário. Eles invadem as casas e vacinam as pessoas à força com a ajuda de policiais, além de exterminarem mosquitos e ratos.


Com a meta de controlar a peste bubônica, a prefeitura está promovendo uma declarada guerra aos ratos. E chega a comprar os animais mortos de quem se dispuser a caçá-los! (Obviamente, aproveitadores e oportunistas não demorarão a entrar em ação.)


Por Jessica da Rocha.

Boa saúde.


Hoje, dia 31 de outubro de 1904 foi sancionada a lei nº 1261, que torna obrigatória em toda a República a vacinação e revacinação contra a varíola. O que, de fato, nos deixa extremamente aliviados.
Não somente nós, moradores do Rio de Janeiro, e colunistas desta revista. Mas também o país inteiro (ou quem sabe o, o globo todo?). 
É claramente visível que nossa querida cidade é pestilenta. A situação é crítica!

Não se esqueçam, caros leitores de alguns fatos ocorridos: durante o verão, os diplomatas estrangeiros se refugiavam em Petrópolis, para se livrar do contágio. Em 1895, ao atracar no Rio, o contratorpedeiro italiano Lombardia perdeu 234 de seus 337 tripulantes por febre amarela!
Até onde devemos deixar que estas doenças nos matem? Devemos então, deixar a cargo do chefe da Diretoria de Saúde pública, Oswaldo Cruz, e acreditar em suas palavras que nos transmite tanta confiança: "Dêem-me liberdade de ação e eu exterminarei a febre amarela dentro de três anos."


Por Jessica da Rocha.