Como é de conhecimento geral, recentemente o governo do Rio de Janeiro tem adotado uma política de higienização e desenvolvimento para a cidade. Através de campanhas de vacinação, erradicação de animais transmissores de moléstias (como ratos) e demolição de locais propensos à proliferação de doenças (como os cortiços), esta foi uma tentativa de transformar a cidade em um lugar melhor para se viver. No entanto, à essas medidas seguiu-se uma intensa rebelião, na qual a população se opôs fortemente aos bons esforços do nosso governo.
Durante a história de nosso país e mesmo do mundo, tantas vezes já presenciamos inúmeras revoltas populares que reinvidicavam direitos, respeito e preocupação por parte do governo. E agora, quando este resolve agir em prol da sociedade, tem como resposta um movimento violento e desorganizado, caracterizado por histeria e atos de vandalismo como tiros, gritaria, engarrafamento de trânsito, comércio fechado, transporte público assaltado e queimado, destruição de fachadas dos edifícios públicos e privados, entre outros similares realizados por habitantes do Rio de Janeiro.
Não há sentido em reagir desta forma. A campanha de vacinação (e não apenas ela, mas todo o processo de reorganização da cidade) é uma idéia que visa apenas a saúde e o bem estar dos brasileiros, e ainda que a população se sentisse ofendida de alguma forma por ela, nada justifica atos de revolta tão extremos, que caracterizam o extremo oposto da intenção original do governo. Ou seja, enquanto a tentativa era de organizar e melhorar, o próprio povo se encarregou de bagunçar tudo ainda mais.
Não apenas como colunista, mas também como brasileira interessada no progresso e no desenvolvimento de nosso país, me oponho firmemente à Revolta da Vacina e através disso reafirmo a postura de nossa publicação.
Por Gabriela Maia
Essa revolta feita pelos moradores do Rio de Janeiro é realmente absurda, a medida que se coloca contra a aplicação de uma vacina que tem como intento prevenir a febre amarela e, portanto, melhorar as condições de saúde da população.
ResponderExcluirIsso se torna ainda mais evidente se observarmos, como foram citados nessa revista, todos os problemas de saneamento básico da cidade que aumentam substancialmente o risco de contaminação. Embora haja várias reclamações por parte da população a respeito da reforma urbana eu não consigo ver conexão real entre esse fato e a vacinação. A revolta é realmente irracional.
Se me permite o comentário, discordo completamente com a opinião da colunista Gabriela Maia. Essa “tentativa de transformar a cidade em um lugar melhor”, acabou se transformando em uma grande imposição do governo em obrigar o povo a abandonar suas casas e a tomar uma vacina de forma violenta.
ResponderExcluirOuvi dizer que esses agentes sanitários que vão às casas do povo aplicar essa vacina impõem as mulheres a tirarem suas roupas, é isso que você chama de respeito e preocupação do governo?!
E desde quando é saudável as pessoas estarem propensas a veneno?
Porque é isso que os agentes sanitários tem feito em vários bairros do Rio de Janeiro, que eu saiba veneno não traz nada de “bem estar” e tenho certeza que você também sabe disso, ou não?!
Quantos aos saques, assaltos e incêndios de ônibus, destruição de fachadas de bancos e edifícios públicos, foram às formas de protestarmos contra essa Lei da vacina. Não tem nada de vandalismo!É apenas uma resistência popular.
Caríssimo José Pereira, o governo agiu, talvez, de maneira imprudente e infeliz, mas há de concordar que o objetivo nobre, de ajudar e defender a população contra as doenças, foi injustiçado pelos cidadãos leigos e desinformados. Talvez venha dizer que o povo somente era de tal forma por causa do governo, mas numa era onde a população tem a sua eduação como uma das melhores, isso não pode ser dito, e os grandes culpados são os cidadãos que além de se revoltarem com um belíssimo ato do governo, destruíram meios que eles mesmos utilizavam. Isso é além de vandalismo, burrice.
ResponderExcluirNão havia veneno, era apenas remédio.
Os saques, assaltos e incêndios de ônibus, destruição de fachadas de bancos e edifícios públicos, como citado pelo senhor, foram maneiras tolas de se protestar contra tal Lei. E não sabia que "resistência popular" tinha mudado de nome.